terça-feira, 25 de agosto de 2009

DOBERMAN

Origem e História:
O criador da raça, Friedrich Louis Dobermann, fora um coletor de impostos, e em período não integral cão pegador, legalmente habilitado a apanhar todos os cães perdidos. Ele criou com animais do seu plantel, escolhendo aqueles que possuíam as características do "cão ideal" que procurava. Ele precisava de um cão que o acompanhasse em seu trabalho, percorrendo lugares infestados por bandidos, um cão que não temesse nada e fosse capaz de arriscar a própria vida se necessário. Os assim chamados "cães carniceiros", que ainda eram considerados de raça relativamente pura naquela época, representaram o mais importante papel na origem da raça Doberman. Estes cães foram um tipo primitivo do Rottweiler, mesclados com um tipo de pastor que existiu em "Thüringen" preto com marcação castanho. Herr Dobermann criou com esta mestiçagem de cães, no século 18. Deste modo, ele obteve "sua criação": uma raça, não apenas alerta, mas altamente protetora, trabalhadora e apegada à sua "família". Eles eram freqüentemente utilizados como guardiães, cães de polícia, e foram muito utilizados inclusive durante a guerra. Características da Raça: "O Doberman é um cão sensitivo, vivamente alerta a seus sentimentos e desejos. Depois de ele ter passado alguns anos com você, você irá perceber que não precisa falar quando desejar algo. Ele vai saber e responder. Você se torna parte dele, e ele se torna uma parte de você; e a única parte trágica de ter um Doberman é aquela parte de você que é enterrada junto com ele quando ele morre." - trecho escrito por Frank Grover no livro "The New Doberman Pinscher". O que mais chama a atenção na maioria dos admiradores do Doberman é sua beleza, elegância e nobreza que não se encontram em tanto equilíbrio em outra raça. O Doberman é muito inteligente, afetuoso, obediente. É um cão enérgico com muita força, velocidade, e agilidade. É uma raça dominante, quando convive com outros animais geralmente se torna o "chefe" deles. Adoram a companhia de pessoas, além de conviverem muito bem com outros animais. Se apega muito aos seus donos, os quais protege com a própria vida. Obedece facilmente quem gosta e respeita. Se acostumado desde filhote, se torna amigo leal e inseparável das crianças. Tem grande necessidade de atenção, é ciumento, gosta de estar sempre ao lado do dono e faz qualquer coisa por ele. A raça se adapta muito bem no que se refere a espaço, podem viver tanto em casas não muito grandes (às vezes até um apartamento, desde que pratique exercícios diários, como uma caminhada, por exemplo), quanto em grandes fazendas. Qualquer que seja o local onde vive, estará sempre correndo pelo terreno para se certificar de que está tudo ok em seu território. Se acostuma à rotina da família, é capaz de passar horas deitado e vendo tv ao lado do dono, assim como pode passar o dia todo correndo ou praticando esportes. A guarda é um instinto natural da raça. Por ser um cão muito atento e obediente, é facilmente treinável. Dobermans aprendem rapidamente e podem ser treinados desde filhotinhos. É uma raça que se adapta muito bem a todo tipo de esportes e treinos praticados com cães pela sua agilidade, força, resistência e inteligência. Na guarda, a raça também se destaca pela habilidade de saltar em todas as direções e desviar de chutes, tiros e facadas. Isso reduz a vulnerabilidade durante um confronto. Com um salto rápido e certeiro, pode impedir que um bandido use uma arma. Suas qualidades físicas permitem ainda percorrer um terreno por um bom tempo sem se cansar. Essa capacidade é importantíssima para defender sítios ou terrenos industriais. Um bom Doberman também consegue correr em alta velocidade, o que facilita perseguições a invasores. Quanto à higiene, são cães limpos e não precisam de banhos com freqüência, além de ser uma raça de fácil manejo devido sua pelagem curta e pele bem ajustada ao corpo. Possui certa tendência a ter calos nos cotovelos e jarretes por ser uma raça de grande porte, o que pode ser evitado com uma "cama" macia. Padrão Oficial da Raça: Padrão FCI Nº:143 d: 14 de fevereiro de 1994Padrão CBKC Nº:143: 02 de agosto de 1994Classificação F.C.I.Grupo: Grupo 2 - Pinschers, Schnauzers, Molossos e Boiadeiros Suiços. Seção 1 - PinscherPaís de origem: Alemanha.Nomes no país de origem: Dobermann Pinscher; EUA - Doberman Pinscher; CBKC - Doberman.Utilização originalmente cão de guarda, vigia e hoje, também é utilizado como cão de companhia. Sumário Histórico: O Doberman é a única raça que traz o nome de seu criador de origem, Friedrich Louis Dobermann (02/01/1834 - 09/06/1894). Supõe-se que ele fora um coletor de impostos, gerente de abatedouro vísceras (aptidão) e em período não integral cão pegador, legalmente habilitado a apanhar todos os cães perdidos. Ele criou com animais do seu plantel, que eram particularmente aguçados. Os assim chamados "cães carniceiros", que ainda eram considerados de raça relativamente pura naquela época, representou o mais importante papel na origem da raça Doberman. Estes cães foram um tipo primitivo do Rottweiler, mesclados com um tipo de pastor que existiu em "Thüringen" preto com marcação castanho. Herr Dobermann criou com esta mestiçagem de cães, no século 18. Deste modo, ele obteve "sua criação": uma raça, não apenas alerta, mas altamente protetora, trabalhadora e em domicílio. Eles eram freqüentemente utilizados como guardiães e cães de polícia. Sua extensa utilização no serviço policial deu-lhe o apelido de "Gendarme dog". Eles foram utilizados em caçadas para controlar grandes animais daninhos. Nessas circunstâncias era mister que o Doberman fosse reconhecido oficialmente como "cão de polícia", no início do século. A raça Doberman requer um cão de porte médio, poderoso e musculoso. Apesar de sua substância, ele deve ser elegante e nobre, o que fica evidenciado pelas linhas de seu corpo. Deve ser excepcionalmente adequado como cão de escolta, proteção, como também, cão de família. Aparência Geral: O Doberman é um cão de porte médio, forte e musculosamente construído. Através das elegantes linhas de seu corpo, sua estatura arrogante e sua expressão de determinação, ele configura a estampa de um cão ideal. Proporções Importantes: O tronco do Doberman se afigura quase quadrada, particularmente nos machos. O comprimento do tronco, medido desde a ponta do ombro até a ponta do ísquio (nádegas), nos machos, não deve ser maior que 5% da sua altura na cernelha e, nas fêmeas, 10%. Comportamento e Temperamento: A atitude do Doberman é amigável e calma; muito devotado à família ele ama as crianças. É desejável um temperamento e aspereza médios. É exigido um limiar de excitação médio com um bom relacionamento com seu dono. De fácil aprendizado, o Doberman adora o trabalho, devendo possuir para tal, expressiva habilidade, coragem e dureza. São também exigidos os valores de autoconfiança e intrepidez, como também, adaptabilidade e atenção para se encaixar no ambiente social. Cabeça: Região do Crânio: robusta em proporção ao tronco. Visto por cima, a cabeça tem um contorno moderadamente cuneiforme. Visto pela frente, o topo do crânio é quase horizontal sem descair para as orelhas. De perfil, a linha superior do focinho é quase reta, em relação à linha superior do crânio, a qual se arredonda sutilmente para a linha superior do pescoço. A arcada superciliar é bem desenvolvida, sem protrusão. O sulco sagital é brandamente visível. O occipital não deve ser eminente. Visto de frente e de topo, as faces da cabeça não devem ser salientes. O suave arqueamento entre a região posterior da maxila e o osso malar deve harmonizar-se com o comprimento total da cabeça, cujos músculos devem ser bem desenvolvidos. Stop: suave mas, visivelmente desenvolvido. Região Facial: Trufa: narinas bem desenvolvidas,mais para larga que para redonda, com aberturas amplas, sem protrusão no conjunto. Preta nos cães pretos; nos marrons, cores correspondentes mais claras. Focinho: está em proporção correta com o crânio devendo ser fortemente desenvolvido e com profundidade. A abertura da boca deve ser ampla, alcançando os dentes molares. Na região dos incisivos, superiores e inferiores, o focinho deve ter boa largura. Lábios: pele bem ajustada e bem modelada aos maxilares, o que garante uma oclusão totalmente cerrada da boca. O pigmento das gengivas deve ser escuro; nos cães marrons a nuança é correspondente e mais clara. Maxilares/Dentadura/Dentes: maxilares poderosos, tanto o superior quanto o inferior, mordedura em tesoura, 42 dentes corretamente engastados e de tamanho médio. Olhos: de tamanho médio, ovais e de cor escura. Nuanças mais claras são permitidas em exemplares marrons. Pálpebras bem ajustadas e revestidas pela pelagem. Alopécia das pálpebras é altamente indesejável. Orelhas: de inserção alta, portadas eretas e operadas com um comprimento proporcional à cabeça. Nos países cuja otectomia é proibida, as orelhas inteiras são igualmente reconhecidas (de preferência, tamanho médio com a borda anterior caindo rente às faces). Pescoço: De bom comprimento, sendo proporcional ao tronco e à cabeça. É seco e musculado. O contorno emerge gradualmente, com uma curvatura suave. Portado empinado exibindo muita nobreza. Cernelha: pronunciada tanto do comprimento quanto na altura, especialmente nos machos, determinando, desse modo, a inclinação da linha superior subindo da garupa para a cernelha. Dorso: curto e firme, de boa largura e bem musculado. Peito: de comprimento e largura em correta proporção com o comprimento do tronco. A profundidade, com costelas suavemente arqueadas, deve ser de, aproximadamente, 50% da altura na cernelha. Peito de boa largura e antepeito especialmente bem desenvolvido. Lombo: de boa largura e bem musculado. A fêmea pode ser mais longa no lombo em razão da necessidade de espaço para a lactação. Linha inferior: do final do esterno à pelvis perceptivelmente esgalgada. Garupa: suavemente caída, dificilmente perceptível do osso sacro à raiz da cauda, parecendo bem arredondada, sem ser reta nem muito caída, de boa largura e bem musculada. Cauda: de inserção alta e amputada curta, na região aproximada da articulação da segunda com a terceira vértebra caudal (duas vértebras caudais permanecem visíveis). Nos países cuja caudectomia é proibida a cauda pode permanecer íntegra. Membros Anteriores: Generalidades - visto de qualquer ângulo, são quase retos, verticais e fortemente desenvolvidos. Ombros: escápula bem ajustada contra o tórax, ambos os lados da borda da escápula são bem musculados alcançando acima do ápice da vértebra torácica, o mais inclinada possível e bem acoplada ao dorso. O ângulo com a horizontal é de, aproximadamente, 50%. Braço: de bom comprimento, bem musculado, com o úmero fazendo um ângulo com a escápula, aproximado, de 110º a 115º. Cotovelo: trabalhando bem ajustado ao tórax, sem ser para fora. Antebraço: forte e reto. Bem musculado. Comprimento em harmonia com o corpo inteiro. Carpo: forte. Metacarpo: ossatura forte. Visto de frente, reto. Visto de perfil, somente uma suave inclinação, máximo 10º. Patas anteriores: Pequenas e compactas. Dígitos bem arqueados para cima (pés-de-gato). Unhas curtas e pretas. Membros Posteriores: Generalidades - visto por trás, o Doberman parece, que por causa do seu bom desenvolvimento muscular pélvico no coxo e garupa, largo e arredondado. Os músculos correndo do osso pélvico para a coxa e a perna resulta numa largura bem desenvolvida, assim como na região da coxa, na região da articulação do joelho e na perna. Os posteriores fortes, retos e paralelos. Coxa: de bom comprimento e largura, bem musculada. Boa angulação coxofemoral, fazendo um ângulo aproximado de 80º a 85º com a horizontal. Joelho: articulação forte sendo formada pela coxa com a perna, bem como a rótula. Angulação aproximada de 130º. Perna:de comprimento médio e em harmonia com o comprimento total do membro posterior. Jarrete: médio forte e paralelo. A tíbia articula-se com o metatarso na articulação do jarrete (ângulo em torno de 140º). Metatarso: curto e vertical. Pata posterior: como as anteriores, os dígitos são curtos, arqueados e compactos. Unhas curtas e pretas. Movimentação: De especial importância tanto para a capacidade de trabalho quanto para a aparência externa. Movimentação elástica, elegante, ágil e boa cobertura de solo. Os membros anteriores alcançando o mais longe possível. Os posteriores fornecendo uma propulsão elástica e de boa amplitude. Anteriores e posteriores de lados opostos movendo-se simultaneamente. Apresenta boa estabilidade nos posteriores, ligamentos e articulações. Pele: Ajustada, toda bem amoldada e bem pigmentada. Pêlos: curtos, duros e retos. Muito bem assentes, lisos e igualmente distribuídos em toda a superfície. Sem subpêlos. Cor: preto ou marrom, com marcações vermelho ferrugem claramente definidas e limpas: no focinho, uma ilha em cada face e acima dos olhos, no topo dos supercílios, na garganta, duas marcas no antepeito, no metacarpo, metatarso e pés, na face interna das coxas, nos membros e sob a cauda. Altura: no ponto mais alto da cernelha. Machos: 68 - 72 cm. Fêmeas: 63 - 68 cm. O tamanho médio é o desejado. Peso: Machos em torno de 40 - 45 quilos. Fêmeas em torno de 32 - 35 quilos. Faltas: Qualquer desvio dos termos deste padrão deverá ser considerado como falta e penalizado na exata proporção de sua gravidade. Cabeça: muito pesada; muito estreita; muito pequena; muito longa; pouco stop; nariz romano; linha superior do crânio muito inclinada; mandíbula fraca; olhos redondos ou rasgados; olhos claros; bochechas muito pesadas; lábios pendentes; olhos protuberantes ou muito profundos; orelhas de inserção muito alta ou muito baixa; comissura labial caída. Pescoço: ligeiramente curto; muito curto; pele solta na garganta; barbela; muito longo (em desarmonia); pescoço de ovelha. Tronco: falta de firmeza no dorso; garupa caída; oscilação de dorso; dorso carpeado; arqueamento de costelas insuficiente ou excessivo; profundidade ou largura de peito insuficiente; linha superior muito longa; falta de antepeito; cauda de inserção muito alta ou muito baixa; esgalgamento insuficiente ou excessivo. Membros: angulação muito aberta ou muito fechada; cotovelos soltos; desvio da posição padrão e do comprimento de ossos e articulações; patas muito compactas ou espalmadas; jarrete de vaca, expulsão de jarretes, jarretes muito juntos; patas abertas ou cedidas; dedos tortos; unhas claras. Pelagem: marcação muito clara ou de contorno indefinido; marcação suja; máscara muito escura; mancha preta no metacarpo; marcação no peito quase invisível ou muito grande; pêlos longos, macios, encaracolados ou foscos. Pelagem fina, alopécia; grandes tufos de pêlos principalmente no tronco; subpêlo visível. Caráter: autoconfiança inadequada; temperamento muito forte; aspereza muito alta; limiar de excitação muito baixo ou muito alto. Talhe: desvio do tamanho em mais de 2cm do determinado pelo padrão resulta baixo nível de qualidade. Movimentação: bamboleante; curta ou dura; passo de camelo. Desqualificações: Características sexuais acentuadamente reversas. olhos amarelos (olhos de falcão); olhos louçados. Dentadura, prognatismo superior, mordedura em torquês, prognatismo inferior e falta de dentes. Pelagem: manchas brancas; pêlos acentuadamente longos ou ondulados; pelagem acentuadamente fina ou grandes áreas de alopécia. Caráter: exemplares medrosos, nervosos ou agressivos. Talhe: desvio maior que 2 centímetros. NOTA: Os machos devem apresentar dois testículos de aparência normal, bem desenvolvidos e acomodados na bolsa escrotal.

PIT BULL

História do American Pit Bull Terrier
O APBT moderno é um cão relativamente jovem, é o resultado de modificações e selecções recentes. Apesar disto, as suas origens são muito antigas. Esta raça deriva directamente dos pitbull ingleses dos finais do século XVIII, que eram o resultado de cruzamentos entre terriers e bulldogs, que por sua vez descendiam dos antigos molossos orientais.Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres com entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.A denominação bulldog aparece no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força de maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor. Nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Com a proibição das lutas contra touros em Inglaterra, em 1835, a popularidade das lutas entre cães aumentou.Este "desporto" foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. O que distinguiu os pitbull americanos foi um aumento de tamanho em relação aos ingleses. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras. Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terriers, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças. O UKC ainda hoje existe e regista muitas outras raças. Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o APBT, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça. A ADBA ainda hoje existe e é o registo preferido da maioria dos criadores e donos de APBT. Em 1936 o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça, mas com o nome de American Staffordshire Terrier (AST). Retirando o "Pit", o AKC pretendia distanciar a raça das lutas de cães.Embora as lutas de cães sejam proibidas por lei na maior parte dos países, certas pessoas continuam a organizar combates clandestinos. Há, todavia, países onde estas lutas são permitidas, como o Japão, o México e a Rússia, entre outros.Apesar de no passado AST e APBT designarem o mesmo cão, hoje em dia o APBT distingue-se pelo seu carácter, pela sua tenacidade, pela sua força, pela sua agilidade, pela sua resistência, pela sua persistência e pela sua insensibilidade à dor.História do American Pit Bull TerrierO APBT moderno é um cão relativamente jovem, é o resultado de modificações e selecções recentes. Apesar disto, as suas origens são muito antigas. Esta raça deriva directamente dos pitbull ingleses dos finais do século XVIII, que eram o resultado de cruzamentos entre terriers e bulldogs, que por sua vez descendiam dos antigos molossos orientais.Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres com entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.A denominação bulldog aparece no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força de maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor. Nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Com a proibição das lutas contra touros em Inglaterra, em 1835, a popularidade das lutas entre cães aumentou.Este "desporto" foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. O que distinguiu os pitbull americanos foi um aumento de tamanho em relação aos ingleses. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras. Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terriers, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças. O UKC ainda hoje existe e regista muitas outras raças. Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o APBT, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça. A ADBA ainda hoje existe e é o registo preferido da maioria dos criadores e donos de APBT. Em 1936 o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça, mas com o nome de American Staffordshire Terrier (AST). Retirando o "Pit", o AKC pretendia distanciar a raça das lutas de cães.Embora as lutas de cães sejam proibidas por lei na maior parte dos países, certas pessoas continuam a organizar combates clandestinos. Há, todavia, países onde estas lutas são permitidas, como o Japão, o México e a Rússia, entre outros.Apesar de no passado AST e APBT designarem o mesmo cão, hoje em dia o APBT distingue-se pelo seu carácter, pela sua tenacidade, pela sua força, pela sua agilidade, pela sua resistência, pela sua persistência e pela sua insensibilidade à dor.História do American Pit Bull TerrierO APBT moderno é um cão relativamente jovem, é o resultado de modificações e selecções recentes. Apesar disto, as suas origens são muito antigas. Esta raça deriva directamente dos pitbull ingleses dos finais do século XVIII, que eram o resultado de cruzamentos entre terriers e bulldogs, que por sua vez descendiam dos antigos molossos orientais.Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres com entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.A denominação bulldog aparece no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força de maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor. Nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Com a proibição das lutas contra touros em Inglaterra, em 1835, a popularidade das lutas entre cães aumentou.Este "desporto" foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. O que distinguiu os pitbull americanos foi um aumento de tamanho em relação aos ingleses. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras. Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terriers, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças. O UKC ainda hoje existe e regista muitas outras raças. Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o APBT, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça. A ADBA ainda hoje existe e é o registo preferido da maioria dos criadores e donos de APBT. Em 1936 o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça, mas com o nome de American Staffordshire Terrier (AST). Retirando o "Pit", o AKC pretendia distanciar a raça das lutas de cães.Embora as lutas de cães sejam proibidas por lei na maior parte dos países, certas pessoas continuam a organizar combates clandestinos. Há, todavia, países onde estas lutas são permitidas, como o Japão, o México e a Rússia, entre outros.Apesar de no passado AST e APBT designarem o mesmo cão, hoje em dia o APBT distingue-se pelo seu carácter, pela sua tenacidade, pela sua força, pela sua agilidade, pela sua resistência, pela sua persistência e pela sua insensibilidade à dor.História do American Pit Bull TerrierO APBT moderno é um cão relativamente jovem, é o resultado de modificações e selecções recentes. Apesar disto, as suas origens são muito antigas. Esta raça deriva directamente dos pitbull ingleses dos finais do século XVIII, que eram o resultado de cruzamentos entre terriers e bulldogs, que por sua vez descendiam dos antigos molossos orientais.Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres com entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.A denominação bulldog aparece no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força de maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor. Nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Com a proibição das lutas contra touros em Inglaterra, em 1835, a popularidade das lutas entre cães aumentou.Este "desporto" foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. O que distinguiu os pitbull americanos foi um aumento de tamanho em relação aos ingleses. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras. Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terriers, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças. O UKC ainda hoje existe e regista muitas outras raças. Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o APBT, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça. A ADBA ainda hoje existe e é o registo preferido da maioria dos criadores e donos de APBT. Em 1936 o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça, mas com o nome de American Staffordshire Terrier (AST). Retirando o "Pit", o AKC pretendia distanciar a raça das lutas de cães.Embora as lutas de cães sejam proibidas por lei na maior parte dos países, certas pessoas continuam a organizar combates clandestinos. Há, todavia, países onde estas lutas são permitidas, como o Japão, o México e a Rússia, entre outros.Apesar de no passado AST e APBT designarem o mesmo cão, hoje em dia o APBT distingue-se pelo seu carácter, pela sua tenacidade, pela sua força, pela sua agilidade, pela sua resistência, pela sua persistência e pela sua insensibilidade à dor.História do American Pit Bull TerrierO APBT moderno é um cão relativamente jovem, é o resultado de modificações e selecções recentes. Apesar disto, as suas origens são muito antigas. Esta raça deriva directamente dos pitbull ingleses dos finais do século XVIII, que eram o resultado de cruzamentos entre terriers e bulldogs, que por sua vez descendiam dos antigos molossos orientais.Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres com entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.A denominação bulldog aparece no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força de maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor. Nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Com a proibição das lutas contra touros em Inglaterra, em 1835, a popularidade das lutas entre cães aumentou.Este "desporto" foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. O que distinguiu os pitbull americanos foi um aumento de tamanho em relação aos ingleses. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras. Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terriers, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças. O UKC ainda hoje existe e regista muitas outras raças. Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o APBT, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça. A ADBA ainda hoje existe e é o registo preferido da maioria dos criadores e donos de APBT. Em 1936 o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça, mas com o nome de American Staffordshire Terrier (AST). Retirando o "Pit", o AKC pretendia distanciar a raça das lutas de cães.Embora as lutas de cães sejam proibidas por lei na maior parte dos países, certas pessoas continuam a organizar combates clandestinos. Há, todavia, países onde estas lutas são permitidas, como o Japão, o México e a Rússia, entre outros.Apesar de no passado AST e APBT designarem o mesmo cão, hoje em dia o APBT distingue-se pelo seu carácter, pela sua tenacidade, pela sua força, pela sua agilidade, pela sua resistência, pela sua persistência e pela sua insensibilidade à dor.História do American Pit Bull TerrierO APBT moderno é um cão relativamente jovem, é o resultado de modificações e selecções recentes. Apesar disto, as suas origens são muito antigas. Esta raça deriva directamente dos pitbull ingleses dos finais do século XVIII, que eram o resultado de cruzamentos entre terriers e bulldogs, que por sua vez descendiam dos antigos molossos orientais.Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres com entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.A denominação bulldog aparece no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força de maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor. Nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Com a proibição das lutas contra touros em Inglaterra, em 1835, a popularidade das lutas entre cães aumentou.Este "desporto" foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. O que distinguiu os pitbull americanos foi um aumento de tamanho em relação aos ingleses. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras. Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terriers, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças. O UKC ainda hoje existe e regista muitas outras raças. Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o APBT, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça. A ADBA ainda hoje existe e é o registo preferido da maioria dos criadores e donos de APBT. Em 1936 o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça, mas com o nome de American Staffordshire Terrier (AST). Retirando o "Pit", o AKC pretendia distanciar a raça das lutas de cães.Embora as lutas de cães sejam proibidas por lei na maior parte dos países, certas pessoas continuam a organizar combates clandestinos. Há, todavia, países onde estas lutas são permitidas, como o Japão, o México e a Rússia, entre outros.Apesar de no passado AST e APBT designarem o mesmo cão, hoje em dia o APBT distingue-se pelo seu carácter, pela sua tenacidade, pela sua força, pela sua agilidade, pela sua resistência, pela sua persistência e pela sua insensibilidade à dor.História do American Pit Bull TerrierO APBT moderno é um cão relativamente jovem, é o resultado de modificações e selecções recentes. Apesar disto, as suas origens são muito antigas. Esta raça deriva directamente dos pitbull ingleses dos finais do século XVIII, que eram o resultado de cruzamentos entre terriers e bulldogs, que por sua vez descendiam dos antigos molossos orientais.Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres com entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.A denominação bulldog aparece no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força de maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor. Nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Com a proibição das lutas contra touros em Inglaterra, em 1835, a popularidade das lutas entre cães aumentou.Este "desporto" foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. O que distinguiu os pitbull americanos foi um aumento de tamanho em relação aos ingleses. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras. Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terriers, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças. O UKC ainda hoje existe e regista muitas outras raças. Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o APBT, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça. A ADBA ainda hoje existe e é o registo preferido da maioria dos criadores e donos de APBT. Em 1936 o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça, mas com o nome de American Staffordshire Terrier (AST). Retirando o "Pit", o AKC pretendia distanciar a raça das lutas de cães.Embora as lutas de cães sejam proibidas por lei na maior parte dos países, certas pessoas continuam a organizar combates clandestinos. Há, todavia, países onde estas lutas são permitidas, como o Japão, o México e a Rússia, entre outros.Apesar de no passado AST e APBT designarem o mesmo cão, hoje em dia o APBT distingue-se pelo seu carácter, pela sua tenacidade, pela sua força, pela sua agilidade, pela sua resistência, pela sua persistência e pela sua insensibilidade à dor.História do American Pit Bull TerrierO APBT moderno é um cão relativamente jovem, é o resultado de modificações e selecções recentes. Apesar disto, as suas origens são muito antigas. Esta raça deriva directamente dos pitbull ingleses dos finais do século XVIII, que eram o resultado de cruzamentos entre terriers e bulldogs, que por sua vez descendiam dos antigos molossos orientais.Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres com entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.A denominação bulldog aparece no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força de maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor. Nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Com a proibição das lutas contra touros em Inglaterra, em 1835, a popularidade das lutas entre cães aumentou.Este "desporto" foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. O que distinguiu os pitbull americanos foi um aumento de tamanho em relação aos ingleses. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras. Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terriers, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças. O UKC ainda hoje existe e regista muitas outras raças. Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o APBT, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça. A ADBA ainda hoje existe e é o registo preferido da maioria dos criadores e donos de APBT. Em 1936 o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça, mas com o nome de American Staffordshire Terrier (AST). Retirando o "Pit", o AKC pretendia distanciar a raça das lutas de cães.Embora as lutas de cães sejam proibidas por lei na maior parte dos países, certas pessoas continuam a organizar combates clandestinos. Há, todavia, países onde estas lutas são permitidas, como o Japão, o México e a Rússia, entre outros.Apesar de no passado AST e APBT designarem o mesmo cão, hoje em dia o APBT distingue-se pelo seu carácter, pela sua tenacidade, pela sua força, pela sua agilidade, pela sua resistência, pela sua persistência e pela sua insensibilidade à dor.História do American Pit Bull TerrierO APBT moderno é um cão relativamente jovem, é o resultado de modificações e selecções recentes. Apesar disto, as suas origens são muito antigas. Esta raça deriva directamente dos pitbull ingleses dos finais do século XVIII, que eram o resultado de cruzamentos entre terriers e bulldogs, que por sua vez descendiam dos antigos molossos orientais.Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres com entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.A denominação bulldog aparece no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força de maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor. Nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Com a proibição das lutas contra touros em Inglaterra, em 1835, a popularidade das lutas entre cães aumentou.Este "desporto" foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. O que distinguiu os pitbull americanos foi um aumento de tamanho em relação aos ingleses. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras. Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terriers, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças. O UKC ainda hoje existe e regista muitas outras raças. Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o APBT, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça. A ADBA ainda hoje existe e é o registo preferido da maioria dos criadores e donos de APBT. Em 1936 o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça, mas com o nome de American Staffordshire Terrier (AST). Retirando o "Pit", o AKC pretendia distanciar a raça das lutas de cães.Embora as lutas de cães sejam proibidas por lei na maior parte dos países, certas pessoas continuam a organizar combates clandestinos. Há, todavia, países onde estas lutas são permitidas, como o Japão, o México e a Rússia, entre outros.Apesar de no passado AST e APBT designarem o mesmo cão, hoje em dia o APBT distingue-se pelo seu carácter, pela sua tenacidade, pela sua força, pela sua agilidade, pela sua resistência, pela sua persistência e pela sua insensibilidade à dor.História do American Pit Bull TerrierO APBT moderno é um cão relativamente jovem, é o resultado de modificações e selecções recentes. Apesar disto, as suas origens são muito antigas. Esta raça deriva directamente dos pitbull ingleses dos finais do século XVIII, que eram o resultado de cruzamentos entre terriers e bulldogs, que por sua vez descendiam dos antigos molossos orientais.Foi em Inglaterra, nos séculos XII e XIII, que se realizaram os primeiros bullbaiting, combates entre cães e touros. Nestes combates prendia-se o touro e contra ele lançavam-se um ou mais cães. O objectivo era conseguir que os cães imobilizassem o touro, o que exigia várias investidas e tornava necessário que os cães fossem fortes, ágeis e com grande resistência. Este espectáculo tornou-se muito popular em toda a Europa, tanto entre os nobres com entre as classes mais baixas. Além de touros, eram utilizados outros animais como ursos, texugos e macacos. Também eram populares os rattings, onde se contava em quanto tempo um cão podia apanhar um certo número de ratos.A denominação bulldog aparece no início do século XVII, referindo-se aos cães utilizados em lutas contra touros, que tinham como características comuns uma cabeça grande em relação ao corpo, que por sua vez era mais pequeno que o dos antigos molossos, orelhas pequenas, grande força de maxilar, desprezo pelo perigo, determinação espantosa e insensibilidade à dor. Nesta altura começaram a ter popularidade as lutas entre cães. Com a proibição das lutas contra touros em Inglaterra, em 1835, a popularidade das lutas entre cães aumentou.Este "desporto" foi exportado para os Estados Unidos na segunda metade do século XIX, onde rapidamente se tornou muito popular. O que distinguiu os pitbull americanos foi um aumento de tamanho em relação aos ingleses. Havia várias designações para estes cães: yankee terrier, pit bull terrier, pit terrier, pit dog, pit bulldog, entre outras. Em 1898, um grupo de criadores formou o United Kennel Club (UKC) e criou um registo, onde era possível inscrever American Pit Bull Terriers, com o intuito de impedir que os criadores os cruzassem com outras raças. O UKC ainda hoje existe e regista muitas outras raças. Em 1909 surgiu a American Dog Breeders Association (ADBA), que reconheceu o APBT, editou um estalão e criou provas específicas para esta raça. A ADBA ainda hoje existe e é o registo preferido da maioria dos criadores e donos de APBT. Em 1936 o American Kennel Club (AKC) reconheceu a raça, mas com o nome de American Staffordshire Terrier (AST). Retirando o "Pit", o AKC pretendia distanciar a raça das lutas de cães.Embora as lutas de cães sejam proibidas por lei na maior parte dos países, certas pessoas continuam a organizar combates clandestinos. Há, todavia, países onde estas lutas são permitidas, como o Japão, o México e a Rússia, entre outros.Apesar de no passado AST e APBT designarem o mesmo cão, hoje em dia o APBT distingue-se pelo seu carácter, pela sua tenacidade, pela sua força, pela sua agilidade, pela sua resistência, pela sua persistência e pela sua insensibilidade à dor.

sharpei

InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.
InformaçõesHistória da Raça
Muito pouco é conhecido sobre o passado do Shar-Pei. Qualquer informação escrita que possa ter existido fora destruída pelo governo comunista chinês, tradições orais foram perdidas, e o pouco que restou não é confiável. Qualquer informação que temos dessa raça hoje em dia se deve a pesquisas e trabalhos recentes.
Existem duas teorias dominantes sobre a origem do Shar-Pei: a de que eles descendem dos Chow Chow e a de que eles descendem dos Mastiff Tibetianos. Como o Chow Chow é a única raça conhecida onde a língua e a boca são de uma tonalidade azulada, e como o porte de ambos os cães são muito parecidos, parece claro que ambas as raças estão conectadas no passado.
Uma série de artigos publicados por R. G. Harsnell, de Hong Kong, conecta o Shar-Pei ao Mastiff pelo comprimento dos pêlos, porte físico e cores da pelagem. Ele teorizou que as pelancas surgiram com a diminuição do tamanho do cão. Uma outra evidência seria o fato de que a OFA (Orthopedic Foundation for Animals - Fundação Ortopédica de Animais) classifica o Shar-Pei como uma raça gigante, devido ao rápido crescimento dos filhotes.
Não importando a descendência, os Shar-Peis são comumente citados como tendo suas origens na Dinastia Han, entre 206 A.C. e 200 D.C. Estátuas de barro em tumbas são geralmente citadas como prova de quão antigo é o Shar-Pei. Essas estátuas são, no entanto, altamente estilizadas e portanto não podem ser consideradas como provas finais.
Acredita-se que o local onde a raça surgiu foi a vila de Dah-Let, na província de Kwun Tung (mostrada no mapa abaixo).
Fonte das fotos: Enciclopédia Geográfica Globo.
Os Shar-Peis eram usados antigamente como "cães de luta" e caça. No entanto, na China antiga, qualquer cão usado para guarda também era chamado como sendo de luta.
Autoridades locais afirmam que rinha era um dos esportes favoritos dos camponeses e cidadãos da época, colocando os cães para brigarem por dinheiro. Além disso, evidências indicam que piratas e navegadores usavam a rinha como passatempo predileto.
Mandíbulas poderosas, o pêlo curto e pinicante, as pelancas, o porte, a força, a agressividade com outros animais e a agilidade do Shar-Pei mostram claramente que ele pertence a uma raça própria para rinha. Provavelmente descende de uma das raças de rinha mais antigas e conhecidas, o Dah-Let Fighting Dog.
O Pêlo é uma forma de proteção, onde, teoricamente, seria tão desagradável ao toque que um outro animal soltaria um Shar-Pei ao mordê-lo. As rugas seriam importantes para que o cão pudesse virar e atacar seu oponente, mesmo quando o oponente tivesse o Shar-Pei em sua boca. Além disso, as rugas impedem que uma mordida seja funda o bastante para penetrar na carne.
Com uma personalidade agressiva com outros animais, mas ainda não tão agressiva a ponto de atacar com a raiva e ódio necessários para a rinha, e com uma personalidade amigável com humanos, acredita-se que drogas eram usadas para instigar a agressividade do Shar-Pei no ato da luta.
Apesar de todas essas características, ele não era páreo para os grandes molossóides que surgiam no Império Romano (os mastiffs), e a Dinastia Han abriu a rota para os Romanos. Dessa forma acredita-se que a popularidade dessa raça entre as rinhas caiu, enquanto que, cada vez, mais simples camponeses usavam esses cães para companhia e guarda, caça e pastoreio.
A Dinastia Han foi um grande período para os camponeses. O fundador dessa dinastia, Liu Pong, era de origem camponesa, e medidas foram feitas para encorajar a agricultura e restabelecer a economia durante seu reinado. A fome fora abolida e a população começou a poder ter certos luxos.
As características do Shar-Pei fizeram dessa raça um caçador tão bom quanto qualquer outro. Inteligente, forte e ágil, os cães dessa raça eram capazes de caçar qualquer tamanho de presa (particularmente javalis). Começou a aumentar a popularidade da raça como cão de caça, guarda e companhia entre nobres e camponeses.
Apesar dos nobres sempre terem favorecido os hounds como caçadores, havia quem começasse a optar por outras raças, e o Shar-Pei estava lá. Quando a Dinastia Ming (1368-1644) começou, problemas surgiram para nossos amigos, quando guerras, fomes e simples desinteresse provocaram uma queda no número de cães possuídos, tanto por camponeses quanto por nobres.
A maior provação viria com o governo comunista. Quando o governo comunista assumiu o poder, animais de estimação passaram a ser considerados artigos de luxo e sua criação só era permitida com o pagamento de altos impostos. Mao Tse-Tung então ordenou uma exterminação em massa, declarando que animais de estimação eram um símbolo da classe privilegiada inútil, o que provocou uma quase extinção de todas as raças chinesas. Apenas cães com utilidade prática (caça e pastoreio) poderiam ser poupados, mesmo assim provas eram exigidas e o controle era rigoroso.
A desobediência por parte de um cidadão era tratada com a pena de morte (executada na hora pelos soldados). Muitos cães foram usados como comida pelo povo chinês. Mesmo os cães antes usados para caça corriam perigo, pois os próprios camponeses faziam uma rigorosa seleção, onde os mais fracos serviam como comida.
Graças ao bom instinto de caçador, e de pastoreio, essa raça conseguiu vencer suas dificuldades, muito embora eles tenham pago um alto preço: a quase extinção.Começou uma era negra para a raça, e apenas os cães mais aptos a sobreviver permaneceram. Tudo isso levou o Shar-Pei ao Guiness Book (Livro dos recordes) em 1974 como a raça mais rara do mundo.
Podemos dar graças a Deus porque as dificuldades que a raça passou fizeram com que apenas os melhores dos melhores, aptos a sobreviver em duras condições, existissem. Sem isso, e com o grande número de acasalamentos geneticamente próximos, a raça não teria permanecido.
Um grupo de chineses começou então uma operação para salvar a raça (1970 - 1975), indo de uma ponta a outra da china procurando os poucos sobreviventes que restaram, reunindo-os em um só lugar para a reprodução. Algumas dessas pessoas foram o Sr. C. M. Chung e seu discípulo, Matgo Law.
Devido ao registro inexistente dos sobreviventes na época, e às poucas opções existentes, Matgo Law e os outros foram obrigados a cruzar os cães entre seus consangüíneos, de tal modo que o Shar-Pei novamente parecesse com o que ele antes fora. Uma vez que a raça fora purificada o bastante, um Padrão (Standard) fora criado.
O cruzamento de cães com parentes próximos é um processo delicado e arriscado, mas não havia outra opção. Muitos problemas advieram desse processo, como o Entrópio, a má metabolização dos alimentos, os problemas de pele e a baixa estatura.
Na época, Hong Kong pertencia à Inglaterra, mas Matgo Law temia que um dia retornaria a pertencer a China (como de fato ocorreu recentemente). Então resolveu escrever para uma revista pedindo por ajuda, para salvar essa espécie em extinção. No artigo ele escreveu: Quem sabe? Se pudermos enviar alguns de nossos cães para seu país (os Estados Unidos) eles poderiam algum dia se tornar tão populares quanto os Chow Chow ou os pequineses. Um apelo ao canil Down-Homes Kennels também fora feito, e este canil teve um papel importante na história do Shar-Pei. Havia realmente poucos cães fora da China até que Matgo Law escreveu esse artigo para a revista Dogs, americana, em 1971.A resposta dos americanos veio na forma de mais de 2.000 pedidos de importação, uma demanda simplesmente impossível de atender. Uma lenta, mas contínua, exportação dos Shar-Pei começou, assim salvando a raça da extinção permanentemente.
No entanto a purificação da raça é um processo penoso, demorado e difícil. Enquanto muitos americanos possuíam experiência em criações de cães, muitos não a possuíam. Além disso, uma grande oportunidade de fazer dinheiro rápido apareceu, já que havia uma grande demanda e pouca oferta.
Criadores passaram a procriar o Shar-Pei de forma descontrolada, e nem qualidade, nem preço, importavam. A raça começou a passar então por uma nova fase de declíneo. Faltas graves e defeitos genéticos eram comuns.
A criação inadequada desses cães resultou em diversas doenças, problemas de personalidade (cães altamente agressivos ou totalmente sem agressividade), entre outras coisas. Hoje em dia, graças ao esforço de muitos criadores conscientes, podemos achar excelentes cães, muito embora ainda existam muitos problemáticos.
Todo esse processo resultou em uma raça com inúmeras características diferentes, fazendo com que cada cão pareça diferente de outro. Esse processo chegou a um ponto onde começou a ser difícil dizer se o cão era Shar-Pei ou não. Hoje já não é assim e já podemos dizer a que ramo de canil cada cão pertence e quais características foram valorizadas no animal.
Muitos ainda preferem o estilo chinês da raça, um cão menor, mais leve, de cabeça pequena, pernas mais longas e pelancas leves, apenas na cabeça e pescoço, com um pêlo extremamente curto e áspero. Como poderá ver o padrão brasileiro já enfatiza uma cabeça proporcional (um pouco maior) e desenfatiza o pêlo extremamente curto (podemos ter pêlos de até 2,5cm) e com pelancas moderadas.
Alguns dos criadores de Hong Kong mais conservadores dizem que a cabeça grande surgiu por volta de 1960, e que deveria ser abolida.